- Você é de onde? – disse ele –
- Sou do mundo. E você? – respondi com sinceridade, afinal, eu passo mais tempo conhecendo os lugares, do que conhecendo meus próprios pais. –
- De marte é que eu não sou. – ele deu um sorriso meio sem graça, e para não deixá-lo sem graça, eu sorri também. O que não era normal. –
- É, mas se fosse, eu garanto que seria mais interessante. – tentei brincar –
- Nossa, por quê? Não gosta de humanos? Ou você também é uma extraterrestre? – risos –
- Não gosto de humanos. São todos iguais!
E lá estava eu, conversando com um estranho. Eu nunca havia feito isso, mas, para conhecer alguém, ele tem que primeiro deixar de ser um estranho. E ele estava sendo educado comigo, eu não poderia ser grossa com ele. Não tinha motivos. Ele estava tentando ser legal, e isso – ainda – não havia me incomodado.
Depois de um diálogo curto, não muito íntimo, ele disse que tinha que ir, pois estava tarde, e que não queria mais me incomodar. – eu sorri – Por incrível que pareça, eu gostei da presença daquele humano desconhecido. Mas eu não gostava de expressar meus sentimentos, então me despedi dele com pressa, como se eu não estivesse me preocupando de ele estar ali ou não – na verdade, eu não deveria me preocupar –
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